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Intolerância à lactose

Intolerância à lactose
Imagem meramente ilustrativa - Banco de Imagens: Freepik

A intolerância à lactose é uma condição em que o organismo apresenta dificuldade para digerir a lactose, o açúcar natural presente no leite e em seus derivados. Isso ocorre quando o intestino delgado produz quantidade insuficiente da enzima lactase, responsável por quebrar essa molécula para que seja absorvida. Quando a lactose não é digerida, ela segue para o intestino grosso, fermenta e provoca sintomas como dor abdominal, gases, distensão e diarreia. 

A condição é comum em adultos e pode se manifestar em qualquer fase da vida. Embora não seja uma doença grave, a intolerância à lactose pode causar desconforto significativo e impactar a qualidade de vida quando não é identificada e tratada corretamente. 

O que é intolerância à lactose? 

Trata-se de uma alteração digestiva na qual o organismo tem dificuldade de decompor a lactose por falta de lactase. Essa deficiência pode ser parcial ou total, variando conforme cada indivíduo. Diferentemente da alergia ao leite, que é uma resposta imunológica às proteínas do leite, a intolerância envolve exclusivamente o sistema digestivo e não desencadeia reações alérgicas. 

Causas da intolerância à lactose 

A condição pode ter diferentes origens: 

Intolerância primária 

A mais frequente. A produção de lactase diminui naturalmente ao longo da vida, especialmente a partir da adolescência e da fase adulta. Pessoas que consomem menos lácteos ao longo do tempo também tendem a perder parte da capacidade de digeri-los. 

Intolerância secundária 

Ocorre quando o intestino delgado sofre alguma lesão, como em casos de gastroenterite, doença celíaca, doença de Crohn, infecções, uso prolongado de antibióticos ou outras condições que afetam a mucosa intestinal. Nesses casos, o quadro pode ser temporário. 

Intolerância congênita 

Forma rara em que o indivíduo nasce sem capacidade de produzir lactase. 

Sintomas da intolerância à lactose 

Os sintomas aparecem geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo de alimentos ou bebidas que contêm lactose. Os sinais mais comuns incluem: 

  • dor abdominal em cólica 
  • inchaço e distensão 
  • excesso de gases 
  • diarreia ou fezes amolecidas 
  • náuseas 
  • sensação de fermentação ou estufamento 
  • desconforto após refeições com leite e derivados 

A intensidade dos sintomas varia de acordo com a quantidade de lactose ingerida e com o grau de deficiência de lactase. 

Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico envolve avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares. 

Consulta e avaliação dos sintomas 

O gastroenterologista analisa o padrão dos sintomas, sua relação com alimentos específicos e a melhora após reduzir ou eliminar laticínios. 

Teste respiratório de hidrogênio 

É o exame mais utilizado. O paciente ingere lactose, e a quantidade de hidrogênio eliminada na respiração é medida. Níveis elevados sugerem má digestão. 

Teste de tolerância à lactose 

Avalia a capacidade do organismo de absorver a lactose por meio da variação glicêmica após sua ingestão. 

Dieta de exclusão 

A melhora ao retirar lactose da alimentação seguida da volta dos sintomas com a reintrodução é um método clínico eficaz para confirmação. 

Diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite 

Essas condições não são iguais. 

  • Intolerância à lactose: problema digestivo causado pela falta de lactase. 
  • Alergia ao leite: reação imunológica às proteínas do leite, podendo causar sintomas respiratórios, dermatológicos e sistêmicos. 

A intolerância não envolve alergia e tende a ser menos grave, embora incômoda. 

Tratamento da intolerância à lactose 

Apesar de não haver cura definitiva, a intolerância pode ser controlada com ajustes simples: 

Adaptação alimentar 

Reduzir ou evitar leite e derivados com lactose é a medida mais eficaz. Muitas pessoas toleram pequenas quantidades de lactose ou laticínios fermentados, como alguns iogurtes e queijos. 

Produtos sem lactose 

O mercado oferece versões sem lactose de leite, queijos, iogurtes e diversos alimentos industrializados, o que facilita a alimentação. 

Uso de enzima lactase 

Suplementos de lactase podem ser usados antes de consumir alimentos com lactose, ajudando na digestão. 

Reposição nutricional 

Como os laticínios são fontes importantes de cálcio e vitamina D, é essencial garantir esses nutrientes por meio de alternativas alimentares ou suplementação, conforme orientação médica. 

Intolerância à lactose em crianças e adultos 

Em crianças, os sintomas podem se confundir com outros problemas intestinais e nem sempre são prontamente reconhecidos. Em adultos, a intolerância costuma se manifestar de forma progressiva, com piora do desconforto ao longo dos anos. 

Quando procurar um gastroenterologista? 

É recomendável buscar avaliação médica quando: 

  • os sintomas são frequentes ou intensos 
  • há desconforto após grande parte das refeições 
  • ocorre perda de peso ou sinais de desnutrição 
  • há dúvida entre intolerância, alergia ou outras doenças intestinais 
  • a dor abdominal interfere no dia a dia 

Um gastroenterologista identifica a causa, exclui diagnósticos diferenciais e orienta o tratamento mais adequado. 

Tratamento para intolerância à Lactose em São Paulo 

O diagnóstico da intolerância à lactose deve ser individualizado, considerando o histórico alimentar, a intensidade dos sintomas e possíveis condições associadas, como disbiose, gastrite ou síndrome do intestino irritável. 
Na Clínicas ODO, o Dr. Samuel Okazaki, gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo, realiza avaliação completa para identificar a origem dos sintomas, orientar os exames necessários e oferecer um plano de tratamento personalizado. 

A unidade está localizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4540 – Jardim Paulista, São Paulo, com estrutura moderna e atendimento humanizado para pacientes com queixas digestivas recorrentes. 

Perguntas Frequentes

Leite, iogurtes, queijos frescos, manteiga, creme de leite e produtos industrializados que utilizam derivados do leite em sua composição. 

A forma secundária pode melhorar quando a causa da lesão intestinal é tratada. A forma primária tende a ser permanente, mas manejável. 

Alguns queijos maturados têm menos lactose e podem ser mais bem tolerados, dependendo de cada pessoa. 

O teste respiratório de hidrogênio é o mais utilizado e confiável, mas o diagnóstico sempre deve ser interpretado junto ao quadro clínico. 

Responsável Técnica: Dra. Leticia Odo, MÉDICA – CRM-SP: 119.751
Especialidade: Cirurgia Plástica, RQE: 35.510