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Cirurgia para refluxo: quando é indicada e como saber se preciso operar?

cirurgia para refluxo
Imagem meramente ilustrativa - Banco de Imagens: Freepik

A cirurgia para refluxo gastroesofágico é indicada principalmente quando o tratamento clínico não controla os sintomas, quando há complicações estruturais ou quando o paciente depende continuamente de medicação sem controle satisfatório. A decisão é individualizada e baseada em exames específicos que confirmam a doença.

Nem todo paciente com azia precisa operar. A cirurgia é reservada para casos bem selecionados.

O que é refluxo gastroesofágico?

O refluxo ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago por falha da válvula que separa essas duas estruturas. Quando isso acontece de forma frequente, pode evoluir para Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

Sintomas comuns incluem:

  • Azia persistente
  • Queimação no peito
  • Regurgitação
  • Tosse crônica
  • Rouquidão
  • Sensação de alimento parado
  • Dor torácica não cardíaca

Leia também nosso texto: Tudo sobre refluxo gastroesofágico!

O tratamento clínico sempre é tentado antes da cirurgia?

Sim.

O tratamento inicial envolve:

  • Mudanças alimentares
  • Redução de peso quando necessário
  • Suspensão de alimentos gatilho
  • Uso de inibidores de acidez
  • Ajustes posturais

Grande parte dos pacientes melhora apenas com essas medidas.

Quando a cirurgia para refluxo é indicada?

A cirurgia costuma ser considerada quando:

  • Os sintomas persistem apesar do uso adequado de medicação
  • Existe necessidade contínua de remédio em longo prazo
  • Há intolerância aos medicamentos
  • O paciente prefere solução estrutural definitiva
  • Existe esofagite grave confirmada por endoscopia
  • Há hérnia de hiato associada
  • Exames funcionais confirmam refluxo patológico

A indicação não é baseada apenas na intensidade da azia, mas na confirmação objetiva do diagnóstico.

Quais exames confirmam a necessidade de cirurgia?

Antes de indicar o procedimento, são solicitados exames como:

  • Endoscopia digestiva alta
  • pHmetria esofágica de 24 horas
  • Manometria esofágica
  • Exames de imagem quando necessário

Esses exames avaliam a gravidade da doença e a função do esôfago.

Como é feita a cirurgia para refluxo?

O procedimento mais comum é a fundoplicatura gástrica realizada por técnicas minimamente invasivas com a laparoscopia e, mais recentemente, a robótica.

Ele reforça mecanicamente a válvula entre estômago e esôfago, reduzindo o retorno do ácido.

Quando há hérnia de hiato, ela é corrigida no mesmo ato cirúrgico.

A abordagem minimamente invasiva permite:

  • Menor dor pós-operatória
  • Internação mais curta
  • Recuperação mais rápida

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia para refluxo?

A recuperação inicial costuma levar entre 2 a 4 semanas.

Durante esse período pode haver:

  • Dificuldade leve para engolir
  • Sensação de estufamento
  • Ajustes alimentares temporários

A maioria dos pacientes retorna progressivamente às atividades habituais conforme orientação médica.

A cirurgia resolve o refluxo definitivamente?

A maior parte dos pacientes apresenta melhora significativa e duradoura dos sintomas. No entanto, nenhum procedimento garante ausência absoluta de recorrência ao longo da vida.

O sucesso depende da indicação correta e da técnica adequada.

Quem não deve operar?

Pacientes sem confirmação diagnóstica objetiva, com distúrbios motores graves do esôfago ou com sintomas predominantemente funcionais podem não ser bons candidatos.

A avaliação individual é essencial.

Riscos da cirurgia para refluxo

Embora considerada segura, podem ocorrer:

  • Dificuldade temporária para engolir
  • Distensão abdominal
  • Recorrência ao longo dos anos
  • Complicações cirúrgicas raras

A avaliação criteriosa reduz esses riscos.

Conclusão

A cirurgia para refluxo é indicada em casos específicos, principalmente quando há falha do tratamento clínico ou complicações estruturais confirmadas por exames.

Nem todo refluxo exige cirurgia. A decisão deve ser individualizada, baseada em diagnóstico preciso e avaliação especializada.

A indicação correta é o principal fator para bons resultados.

Perguntas Frequentes

Quando bem indicada e realizada por equipe experiente, é considerada um procedimento seguro.

Não necessariamente. A indicação depende do controle dos sintomas e dos exames.

Pode haver recorrência ao longo do tempo, embora muitos pacientes apresentem melhora duradoura.

Na maioria dos casos, a internação é curta, variando conforme o quadro clínico.

Em muitos casos reduz ou elimina a necessidade de medicação, mas isso depende da evolução individual.

Responsável Técnica: Dra. Leticia Odo, MÉDICA – CRM-SP: 119.751
Especialidade: Cirurgia Plástica, RQE: 35.510